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Como Dividir o Patrimônio Após 30 Anos de Casamento: Guia para uma Partilha Justa

  • Foto do escritor: Dra. Margareth
    Dra. Margareth
  • 21 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Chegar ao fim de um relacionamento longo é desafiador, mas a partilha de bens não precisa ser. Com informação clara, organização e apoio especializado, é possível transformar um momento sensível em um processo seguro, rápido e financeiramente eficiente.




O que realmente muda após 30 anos

O tempo de casamento, por si só, não altera a regra da partilha. O que determina quem fica com o que é o regime de bens adotado, a origem dos recursos, as provas de aquisição e a existência de heranças ou doações com cláusulas específicas. Após 30 anos, o patrimônio costuma ser mais diversificado, o que exige perícia na avaliação e negociação.



Regimes de bens e como afetam a partilha

  • Comunhão parcial: divide-se tudo que foi adquirido onerosamente durante o casamento. Bens anteriores, doações e heranças com cláusula de incomunicabilidade ficam fora.

  • Comunhão universal: em regra, todo o patrimônio, anterior e adquirido durante o casamento, entra na partilha, salvo exceções contratuais.

  • Separação total: cada cônjuge mantém o que está em seu nome. Pode haver discussão sobre bens adquiridos em esforço comum sem formalização adequada.

  • Participação final nos aquestos: cada um administra seus bens durante o casamento e, no fim, divide-se o que foi adquirido de forma onerosa na constância do vínculo.


Passo a passo da partilha sem dor de cabeça

  1. Mapeie tudo: liste imóveis, veículos, contas, investimentos, FGTS, previdência, quotas de empresas e dívidas.

  2. Separe documentos: certidão de casamento, pacto antenupcial, matrículas de imóveis, contratos, extratos bancários e de investimentos, balanços contábeis, notas fiscais de bens valiosos.

  3. Defina o regime aplicável: confirme o regime de bens e as exceções contratuais ou judiciais.

  4. Avalie o patrimônio: obtenha laudos, cotações e pareceres para imóveis, empresas, colecionáveis e ativos financeiros.

  5. Negocie termos: equilibre meação, compensações financeiras e quem ficará com quais ativos, considerando liquidez, impostos e custos de manutenção.

  6. Formalize o acordo: elabore minuta com segurança jurídica e peça homologação judicial ou em cartório, conforme o caso.


Como lidar com bens complexos

  • Imóveis: verifique matrícula, ônus, IPTU e valor de mercado. Excesso de meação pode gerar imposto de doação.

  • Empresas: avalie quotas com base em fluxo de caixa, contratos societários e acordos de sócios. Pode haver direito de preferência.

  • Investimentos: atenção ao custo de aquisição para evitar surpresas no imposto de renda ao vender após a partilha.

  • Previdência privada e seguros: variam conforme modalidade e regras contratuais. Nem sempre integram a meação.

  • FGTS: normalmente integra a meação quando formado durante o casamento, observadas decisões e regras aplicáveis.

  • Dívidas: empréstimos e financiamentos contraídos no interesse da família podem ser partilhados.


Erros comuns que custam caro

  • Negociar sem avaliar corretamente os bens.

  • Ignorar impostos e custos de manutenção dos ativos.

  • Assinar acordos sem refletir liquidez e prazo de recebimento.

  • Deixar de registrar a partilha, gerando insegurança e entraves futuros.


Quanto tempo leva e quanto custa

Partilhas amigáveis, com documentação completa, podem ser resolvidas em 30 a 90 dias. Litígios podem levar anos. Em regra, a meação não é tributada; porém, excesso de meação pode gerar ITCMD. Há custos com cartório, avaliações e, quando necessário, perícias.



Vender antes ou depois de dividir

Vender antes da partilha pode simplificar a divisão em dinheiro, mas pode gerar imposto sobre ganho de capital. Manter o ativo e equalizar com compensação financeira preserva patrimônio, porém exige planejamento de liquidez. Avalie números e riscos com apoio técnico.



Por que contar com especialistas

  • Diagnóstico jurídico do regime de bens e das exceções.

  • Avaliação técnica de imóveis, empresas e investimentos.

  • Estratégia de negociação que considera liquidez e tributação.

  • Redação e homologação do acordo com segurança jurídica.

  • Execução expressa em cartório ou via judicial, conforme o caso.


Checklist rápido

  • Lista completa de bens e dívidas.

  • Documentos de propriedade e extratos.

  • Confirmação do regime de bens.

  • Laudos e cotações atualizadas.

  • Minuta de acordo e plano de registro.

Pronto para dar o próximo passo com clareza e segurança? Fale com nosso time e receba um plano de partilha sob medida para o seu caso.


 
 
 

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