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Como Evitar Conflitos no Fim da União Estável: guia prático para acordos duradouros

  • Foto do escritor: Dra. Margareth
    Dra. Margareth
  • 25 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Encerrar uma união estável não precisa ser sinônimo de briga, gastos inesperados e processos longos. Com organização, comunicação e orientação correta, é possível chegar a um acordo que seja justo, seguro e rápido, preservando o patrimônio, a convivência familiar e a saúde emocional.




Por que surgem conflitos no fim da união estável?

Conflitos costumam aparecer quando faltam informações claras, documentos e plano de ação. Entre os principais gatilhos estão:


  • Patrimônio e dívidas: dúvidas sobre o que é de cada um e como partilhar.

  • Filhos: guarda, convivência, férias, mudança de cidade e pensão alimentícia.

  • Renda e padrão de vida: receio de desequilíbrios financeiros após o término.

  • Comunicação interrompida: conversas sem método aumentam tensões e mal-entendidos.


Passo a passo para uma separação mais tranquila

  1. Organize documentos e informações Ter tudo à mão reduz discussões e acelera a negociação. RG/CPF, comprovante de residência e contrato/declaração de união estável.

  2. Extratos bancários, faturas de cartão, comprovantes de dívidas e investimentos.

  3. Imóveis: matrícula atualizada; veículos: CRLV; contratos (aluguel, consórcios).

  4. Imposto de Renda dos últimos anos e notas fiscais de bens relevantes.

  5. Defina objetivos e limites Liste o que é essencial para você (ex.: manter um imóvel, rotina dos filhos) e o que pode ser negociado. Isso evita impasses e ajuda a construir propostas equilibradas.

  6. Escolha o método de resolução Prefira soluções consensuais: mediação ou negociação assistida com advogados. Em casos sem filhos menores ou gestação, o término pode ser formalizado em cartório por escritura pública. Havendo filhos menores ou incapazes, a via judicial é, em regra, necessária para homologação.

  7. Acordo patrimonial claro Especifique bens, valores, dívidas e prazos. Na ausência de contrato de convivência, costuma valer a comunhão parcial (em geral, divide-se o que foi adquirido onerosamente na constância da união). Registre quem fica com cada bem, quem assume dívidas e como será a compensação financeira.

  8. Guarda, convivência e pensão Construa um plano parental com rotina, férias, datas comemorativas e comunicação. Defina pensão com base nas necessidades do(a) filho(a) e nas possibilidades de quem paga, sempre priorizando o melhor interesse da criança.

  9. Formalize com segurança Consenso sem filhos menores: escritura pública no cartório com assessoria jurídica. Com filhos menores/incapazes: acordo judicial para homologação. Guarde certidões e cópias do acordo.

  10. Plano pós-acordo Atualize cadastros, contas bancárias, seguros, planos de saúde, endereço e senhas. Estabeleça um canal respeitoso de comunicação para eventuais ajustes futuros.


Erros que custam caro (e como evitar)

  • Negociar sem documentos: pode gerar acordos injustos. Solução: checklist e planilhas.

  • Decidir movido por emoção: coloque pausas e use mediador para manter o foco.

  • Ignorar dívidas: tudo deve constar no acordo para evitar cobranças futuras.

  • Deixar o acordo “verbal”: formalize por escritura/ sentença para ter validade jurídica.

  • Não considerar impostos e custos: avalie ITCMD/ITBI, custas e honorários antes de partilhar.


Quando procurar ajuda profissional

Se houver desequilíbrio de informação, pressa, patrimônio relevante, filhos menores ou comunicação difícil, um(a) especialista em Direito de Família e Mediação ajuda a encurtar o caminho para o acordo, reduz custos e dá previsibilidade jurídica.



Por que escolher nossa equipe


Atuação focada em acordo

Mediação estruturada e negociação baseada em dados para reduzir conflitos e tempo.



Segurança patrimonial e familiar

Mapeamos bens, dívidas e riscos fiscais para um acordo completo e executável.



Transparência de custos

Etapas, prazos e honorários claros antes de você decidir.



Atendimento humano e ágil

Comunicação respeitosa, linguagem simples e acompanhamento próximo até a formalização.



Perguntas rápidas

  • É possível resolver tudo em cartório? Sim, se houver consenso e não existirem filhos menores/gestação. Do contrário, o acordo precisa de homologação judicial.

  • Não temos contrato de convivência. E agora? Em geral aplica-se o regime de comunhão parcial, salvo provas em sentido diverso.

  • Quanto tempo leva? Acordos bem documentados costumam ser formalizados em semanas; disputas litigiosas podem levar meses ou anos.


Próximos passos

Dê o primeiro passo hoje: reúna documentos, liste objetivos e agende uma conversa com nossa equipe. Com orientação certa, o fim da união estável pode ser um recomeço seguro para todos.


Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento jurídico individualizado.


 
 
 

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